NOVIDADES
Loading...

Markus Grosskopf concedeu uma entrevista exclusiva para o canal no Youtube Heavy Talk, horas antes de subir no palco do Pepsi On Stage, onde o Helloween se apresentou na cidade de Porto Alegre. O baixista falou sobre a escolha do set-list e a escolha de mais uma vez fazer um DVD em São Paulo.

Foi bem difícil escolher quais músicas iríamos tocar, mas nós tínhamos em mente que se nós ficarmos juntos mais tempo do que apenas para essa turnê, se nós fizermos mais turnês, podemos sempre mudar o setlist, colocar algumas músicas novas, ou algumas músicas antigas, ou algumas músicas muito diferentes, algumas muito velhas, coisas assim...

Markus também comentou sobre a relação com os fãs brasileiros, com o Brasil e a escolha da cidade de São Paulo para a gravação do DVD:

Porque é legal! Só temos a agradecer ao Brasil, a América do Sul em geral. Nós temos uma recepção calorosa, ótimos shows, pessoas emocionais, sabe? Nós apenas amamos!


O podcast “La Hora Clandestina”, do argentino César Fuentes Rodriguez, entrevistou o Sascha Gerstner e questionou o guitarrista sobre a ausência da música ‘Pumpkins United’ e a possibilidade de a banda lançar mais músicas com a formação que está em turnê com a “Pumpkins United World Tour”.

Sobre a banda não estar tocando o single ‘Pumpkins United’ durante a turnê, algo que surpreendeu a todos, Sascha respondeu:

Nós decidimos tocar o set-list como tínhamos ensaiado anteriormente. É uma lista de temas muito grande e por isso não tocamos todas as que desejamos. Então creio que vamos tocar ‘Pumpkins United’ quando for o momento. Ainda estamos trabalhando no show, tem muitas coisas, luzes, vídeos, muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Algo muito grande está sendo preparado. Então quando estiver tudo pronto, estaremos com um set-list perfeito e poderemos incluir ‘Pumpkins United’.

Quando questionado se quando tiveram a ideia de gravar a música ‘Pumpkins United’, a banda teve a intenção de gravar mais músicas com a formação da “Pumpkins United World Tour”, talvez até um álbum e se ainda pensam nisso. O guitarrista respondeu dando esperança aos fãs:

Sim, nós não sabemos. No momento nós estamos nos concentrando na turnê. Claro, faz sentido continuar com esse line-up por um longo período e gravar um álbum completo. Nós ainda conversamos sobre isso, mas temos muitas coisas acontecendo, no momento estamos muito concentrados nos shows.

O guitarrista ainda concluiu falando que não gravaram mais nenhuma música enquanto estavam gravando a ‘Pumpkins United’ – “É a única música que gravamos. Foi algo mais como - “Vamos ver como funciona. Temos algumas ideias e se sair uma boa música nós lançamos e, se não, não tem problema”.”


O Helloween realizou um show épico na noite dessa terça-feira, coincidentemente Dia das Bruxas, no Pepsi On Stage, em Porto Alegre. A "Pumpkins United World Tour" cumpriu mais do que o prometido e entregou uma apresentação histórica com o reencontro da antiga e atual geração do grupo alemão.

Texto por: Louisiane Cardoso (Jornal Correio do Povo)

Pontualmente às 21h, as cortinas caíram ao som da mais propícia música para abrir o show: "Halloween". Pisando pela primeira vez na Capital, Michael Kiske foi ovacionado pela plateia quando soltou a voz com um dos clássicos dos anos 1980, oriundo do "Keeper Of The Seven Keys Part I", e dividiu os vocais com Andi Deris, velho conhecido dos metaleiros gaúchos, que já tocou algumas vezes com o Helloween em Porto Alegre. Não perdendo o fôlego depois de 13 minutos da música de abertura, em seguida veio mais um hino oitentista, "Dr.Stein", que segurou não só o ânimo da banda, mas também da plateia que não perdia o embalo animado do show. Após uma pausa rápida para cumprimentar o público, "I'm Alive" foi a escolhida para Kiske assumir o palco sozinho e comprovar a sua qualidade vocal e mostrar que ainda segura as notas altas de suas canções.

Alterando um pouco do setlist que foi apresentado nos outros shows da "Pumpkins United World Tour", Andi Deris voltou ao palco para trazer músicas da atual geração do Helloween com "If I Could Fly", do álbum "The Dark Ride" (2000), e "Are You Metal?", de "7 Sinners" (2010), que botou peso no Pepsi On Stage que estava lotado de fãs impressionados com este reencontro de integrantes, músicas e disposição destes alemães que não desapontaram em nenhum momento das quase três horas de show. E nessa troca de vocalistas para satisfazer os gostos musicais dos fãs, que também variavam de gerações, foi possível assistir Kiske arriscando ferozmente com "Kids Of Century", e Deris colocando mais metal com "Where The Sinners Go" e logo após, brincando de quem era o verdadeiro "Perfect Gentleman" com o companheiro no palco.

E esta reunião não seria completa se não houvesse o guitarrista Kai Hansen - o primeiro vocalista e fundador da banda, junto com o guitarrista Michael Weikath e o baixista Markus Grosskopf - que assumiu os vocais e trouxe a raiz do Helloween com "Stalight", "Ride The Sky", "Judas" e "Heavy Metal (Is The Law)", do álbum "Walls Of Jericho" (1986). Assim como foi a homenagem para o ex-baterista e também um dos fundadores do grupo, Ingo Schwichtenberg, que faleceu em 1995, que no telão apresentava um "drums solo" acompanhado ao vivo do atual baterista Dani Löble. Um dos momentos mais emocionantes do show que contou com palmas e coros que gritavam por "Ingo". Para economizar um pouco da energia, Kiske e Deris voltaram para sentar acompanhado dos riffs de Sascha Gerstner com "Forever and One (Neverland)" e "A Tale That Wasn't Right", e a dupla mostrou ótimo entrosamento no palco e principalmente ao interagir com o público e relembrar o passado do Helloween, mas agora com bom humor. Kiske revelou que ficou chateado com a sua saída e que ficava brabo quando ouvia falar do Helloween. Ele ainda revelou que "Why?" era uma das suas canções favoritas da fase de Deris na banda, o que foi só um empurrão para que ambos dividissem novamente os vocais da canção.

A partir daí, hinos dos 1990 foram os que levantaram os braços e as vozes dos fãs quando ouviram a introdução de "Sole Survivor" e "Power". Para encaminhar o encerramento do show, "How Many Tears" foi mais uma longa música para que todos pudessem saborear cada segundo do grupo no palco. O BIS veio com os clássicos que consagraram a carreira do Helloween, todos vindos desta vez do "Keeper Of The Seven Keys Part II" de 1988. "Eagle Fly Free", "Future World" e "I Want Out" colocaram a casa abaixo. Helloween não decepcionou com este reencontro que ninguém esperava, mas certamente, todo fã sonhou um dia poder presenciar os ídolos do power metal em ótima forma e felizes por realizarem uma turnê que tem tudo para continuar sendo um sucesso pelo mundo. A passagem da "Pumpkins United World Tour" em Porto Alegre superou qualquer expectativa de quem duvidava de que o "Halloween" não realizava milagres.

Setlist:
1. Halloween (Kiske/Deris)
2. Dr. Stein (Kiske/Deris)
3. I'm Alive (Kiske)
4. If I Could Fly (Deris)
5. Are You Metal? (Deris)
6. Kids Of The Century (Kiske)
7. Where The Sinners Go (Deris)
8. Perfect Gentleman (Kiske/Deris)
9. Wall Medley: Starlight/Ride The Sky/Judas /Heavy Metal Is The Law (Hansen)
10. Forever And One (Kiske/Deris)
11. A Tale That Wasn't Right (Kiske/Deris)
12. I Can (Deris)
13. Dani Löble - Drum Solo
14. Livin' Ain't No Crime / A Little Time (Kiske)
15. Why? (Kiske/Deris)
16. Sole Survivor (Deris)
17. Power (Deris)
18. How Many Tears (Kiske/Deris/Hansen)
-BIS I:
19. Invitation
20. Eagle Fly Free (Kiske)
21. Keeper Of The Seven Keys (Kiske/Deris)
- BIS II:
22. Future World (Kiske)
23. I Want Out (Kiske/Deris)

















O guitarrista Michael Weikath concedeu entrevista para o site da revista digital El Bondi, e falou sobre alguns momentos da carreira da banda, sobre ter pensado em sair do Helloween e sobre a polêmica do uso dos coros pré-gravados durante o primeiro show da Pumpkins United World Tour além de falar sobre a relação dos vocalistas Michael Kiske e Andi Deris. Leia abaixo alguns dos principais trechos.

Sobre o som da banda ter se tornado mais obscuro por um período, Michael diz que chegou até em deixar a banda e explica o porque de a banda ter seguido esse caminho:

"Foi porque nós eramos pessoas que queriam ir nessa direção e porque alguns elementos da gestão nos disse para tentar amadurecer e nos tornar adultos. E deixamos que eles felassem porque algumas pessoas não gostam de serem alegres ou de ser divertido. Porque eles só querem fazer música com suas estruturas e dizer "Aqui está o álbum, estamos muito orgulhosos, agora você diz que você também gosta". Mas para mim sempre foi mais do que apenas fazer "material sombrio", pessoalmente, eu não sou muito de seguir esse caminho musical, não é o que significa o Helloween, e é por isso que depois de "The Dark Ride" (2008), me ofereci para deixar a banda. Eles disseram: "Não, você não pode sair"; "Tudo bem, então, há coisas que precisam ser mudadas, duas pessoas têm que sair ..." (NR: Roland Grapow e Uli Kusch)."

Weikath também falou sobre a relação entre os vocalistas Michael Kiske e Andi Deris:

"Eles já se conhecem na vida real, e eles parecem inseparáveis pela quantidade de tempo que passaram juntos em Tenerife (NR: eles se reuniram na ilha para discutir as partes vocais da turnê). Eles têm um ótimo entendimento porque, para o bem de todo esse projeto, é preciso dar algo especial, e sinto que Michael sempre busca alguém com quem se relacionar e com quem você possa melhorar. Eles não precisam se preocupar com nada e, felizmente, eles trabalham como amigos."

Weikie também comentou sobre a situação que levou muitos a acusarem a banda de ter usado playback na primeira apresentação da turnê:

"Ambos os cantores ficaram com um grande resfriado e até pensamos em cancelar tudo. Mas foi um começo de merda, para colocá-lo nas palavras certas. E isso não era bom para os negócios. Então refletimos muito e, como tínhamos gravações do momento em que estávamos ensaiando, decidimos usá-las como suporte para as vozes, para que haja uma mistura com a voz original. E parece que houve alguns momentos em que ele não estava cantando ao mesmo tempo, mas colocamos no caso de algo acontecer muito, muito errado e porque não queríamos cancelar shows. Era uma situação de emergência, e não é que eu não esteja pedindo perdão por isso, eu apenas penso sobre o que Rod Smallwood (Histórico Manager do Iron Maiden) teria lhe dito: "O que diabos você quer saber? Você fala como se soubesse como administrar o negócio, saia daqui!" Eu apenas tentei te dizer em termos mais suaves (risos). Nós queríamos que tudo continuasse, Andi e Michael estavam muito preocupados, inseguros e dissemos: "Bem, cante o melhor que puder e se algo acontecer, você tem o backup"".
Fonte: El Bondi


A Pumpkins United World Tour já entrou para a história, e a apresentação de ontem (28) não só entrou para entrou para história, como vai ficar marcada para sempre na memória dos fãs e foi registrada pelas lentes da Foggy Filmes, que gravou o show para o DVD da turnê.

Diferente de muitos textos que escrevo aqui para o blog e na página do Facebook, onde tento não colocar minhas opiniões e emoções, essa resenha será totalmente baseada nas minhas emoções, que não foram poucas, e opiniões. Então pode ser que alguns não concordem com alguma coisa.

Rodrigo Lima

Para começar, gostaria de agradecer a todos que levaram as bexigas laranjas para o show, compraram a ideia que propus aqui na Helloween Brasil e fizeram uma grande festa, que ficou marcada na história da banda. Fiquei muito feliz ao ver como todos aderiram a ideia, que chegou até a banda antes mesmo do show.

Pois bem, vamos lá para o que foi tudo aquilo. As filas para acompanhar aquela noite mágica começaram ainda na tarde de sexta-feira (27), quando dois amigos mineiros, que também são meus amigos, muito doidos por sinal, começaram a formar a fila para o show que só começaria mais de 24h depois. Mas são coisas de fã...

As filmagens para o DVD começaram ainda na fila, durante a tarde de sábado, com funcionários filmando toda a movimentação dos fãs e pedindo para que eles fizessem uma grande festa para os registros.

Às 19h, em ponto, foi liberada a entrada do público, que já estava muito castigado pelo sol que fez em São Paulo durante todo o dia. Correria para conseguir um lugar na grade de cada setor e muita comemoração só por estar dentro do lugar onde horas mais tarde seria uma noite especial e uma viagem para diversas partes dos anos 80 e 90.

AND THERE’S MAGIC IN THE AIR...

Como já vinha sendo organizado e divulgado, os fãs levaram centenas de bexigas laranjas e formaram um verdadeiro mar de abóboras mesmo antes de começar o show. Até Junior Carelli, tecladista da banda Noturnall e sócio proprietário da Foggy filmes, empresa responsável pela gravação e produção do DVD da turnê, subiu ao palco antes do show para fazer algumas filmagens prévias do público e comentou sobre as bexigas, que a banda sabia da ideia e esperava para ver aquilo acontecer.

E como o próprio Carelli falou antes do show: “Aqui é Brasil!”. Assim que começaram os primeiros acordes da música ‘Halloween’, bexigas surgiram de todos os cantos dos Espaço das Américas e fizeram com que a casa ficasse laranja durante todos os seus dez minutos de pura explosão. O público foi simplesmente a loucura e mal acreditava naquilo que via no palco, Michael Kiske e Andi Deris cantando junto. Algo realmente inimaginável há alguns poucos anos.

A banda seguiu então com ‘Dr. Stein’, sem nem dar tempo para o público respirar. Então uma nova explosão nos fãs que cantaram cada palavra com os vocalistas.

Andi então se apresenta e apresenta Michael Kiske, conversa com o público sobre a escolha de mais uma vez gravar um DVD em São Paulo, onde segundo Deris, “o Helloween tem os fãs mais fiéis e empolgados”.

Foram apresentados também os dois personagens que aparecem nas animações do telão durante todo o show. São eles Seth e Doc, desenhados pelo brasileiro Marcos Moura e com animações feitas por David Lopez Gómez e Carlos Vicente León, da The EasyRabbit CreArtions.

É então que chega a hora de Michael Kiske se apresentar sozinho e levar os fãs de volta para os anos 80 com a música ‘I’m Alive’, que mostrou o porquê é tão venerado até os dias de hoje e que já estava bem melhor de saúde e os problemas em sua voz já não o atrapalhavam tanto como nos shows anteriores.

Hora da primeira troca, sai Kiske e entra Deris para um mergulho em dois extremos dos anos 2000. Andi, sempre carismático e com o público em sua mão, apresentou ‘If I Could Fly’ e fez com que todos cantassem a plenos pulmões uma das baladas mais ouvidas na história da banda.

A nota triste desse momento ficou pelo telão, uma parte importante de todo o show preparado para os fãs, que começou a apresentar problemas e posteriormente, após diversas tentativas de corrigir o problema, foi desligado.

SÃO PAULO IS METAL!

Após a calmaria, veio a tempestade... A banda saltou dez anos em sua história e apresentou a agressiva ‘Are You Metal?’, música que se encaixa muito bem ao vivo e levanta o público com seu refrão que levanta todos os fãs. Andi mostra então que está em grande forma, já que é uma música que exige muito da sua voz, e mostrou o porquê é um dos melhores frontmans do metal.

Nova troca dos vocalistas e a clássica ‘Rise And Fall’ é pela primeira vez era apresentada em solo brasileiro. Michael Kiske mostrou todo o seu potencial em músicas do Helloween, fazendo com que muitos se imaginassem na turnê dos álbuns “Keeper Of The Seven Keys” e finalmente realizassem um sonho.

Andi volta ao palco e apresenta ‘Waiting For The Thunder’, uma das músicas mais conquistou os fãs nos últimos lançamentos da banda. Os fãs cantaram junto o refrão, mostrando que a banda ainda consegue conquistar os fãs com suas músicas novas.


TUDO PERFEITO...

A próxima música é uma volta aos anos 90, para o álbum “Master Of The Rings”, o primeiro com Andi na banda. ‘Perfect Gentleman’, que marcou uma das maiores surpresas da noite, já que Andi e Kiske dividiram as vozes, algo que não aconteceu em nenhum outro show dessa turnê. Brincadeira durante o refrão mostraram o entrosamento entre os dois vocalistas e toda a banda, e também o excelente clima entre eles.

DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO...

Se os fãs brasileiros não tiveram a chance de ver a fase em que a banda tinha Michael Kiske, muito menos a com Kai Hansen cantando na banda. Mas como esse show foi uma verdadeira viagem no tempo por todas as fases do Helloween, não poderia faltar isso.

Kai assumiu os vocais, falou sobre os problemas no telão e comentou que “isso é heavy metal, não precisamos disso e podemos continuar sem ele” e, então apresentou um medley com as músicas ‘Starlight’, ‘Ride The Sky’, ‘Judas’ e ‘Heavy Metal (Is The Law)’, em um dos momentos de maior empolgação por parte dos fãs, que ao final cantaram diversas vezes o nome de um dos maiores responsáveis por termos o Helloween e por termos hoje essa reunião.

CHORO E EMOÇÃO...

Apagaram-se as luzes e a produção então colocou dois bancos na passarela do palco, onde Michael Kiske e Andi Deris se sentaram e brincaram com o fato de o telão não estão funcionando, que os fãs deveriam voltar no dia seguinte porque eles iriam passar uma animação para o público.

Foi então que apenas Sascha, Andi e Kiske começaram uma versão emocionante de ‘Forever And One (Neverland)’, que levou muitos fãs, inclusive esse que escreve para vocês, às lagrimas. Era incrível ver o quanto a voz dos dois ficam bem juntas, fazendo muitos pedirem para que essa união dure para sempre.

Saem os bancos e continua a emoção. Sem nem dar tempo para os fãs se recuperarem ds lágrimas e toda a emoção, a banda emendou ‘A Tale That Wasn’t Right’ em também uma versão onde Michael e Andi fizeram com que todos cantassem e se emocionassem por estar ali.

Chegou a hora de apresentar uma música do álbum ‘Better Than Raw’, que poderia ter tido mais espaço nessa turnê. Chegou a hora da banda apresentar o single ‘I Can’, que fez com que toda a casa pulasse e cantasse junto e demonstrasse uma paixão por todas as fases do Helloween.

FEZ FALTA...

Após uma sequência de músicas que fizeram os fãs cantarem e pularem sem parar, chegou a hora de dar um descanso para o público e Dani Löble, que já não precisa provar mais que é perfeito para o posto que ocupa, apresentou seu solo de bateria. Normalmente é feito um duelo de bateria entre Dani e o falecido baterista Ingo, que foi lembrado pelos fãs com uma bandeira com seu nome, mas devido ao não funcionamento do telão, os fãs ficaram sem essa homenagem que certamente levaria todos às lagrimas.

Chegou então o momento de ouvir mais duas músicas que estavam foram do set-list nos dois últimos shows para poupar a voz do vocalista Michael Kiske, que não está nos melhores dias com a sua saúde. Um trecho de ‘Livin Ain’t No Crime’, que sofreu com problemas no seu início, já que pareceu que os instrumentos e o microfone de Kiske não foram religados, já que não saia som. Algo que foi corrigido e permitiu a banda seguir com uma das músicas mais alegres de toda a sua carreira e emendar a clássica ‘A Little Time’, muito festejada pelos fãs.

Andi voltou ao palco e se juntou a Kiske, os dois conversaram com o público e Michael disse que eles iriam apresentar uma das músicas que ele mais gostou do Helloween após a sua saída. Mas que ele só foi ouvir agora, já que ele estava muito chateado quando saiu do Helloween. Kiske chegou até a fazer cara de emburrado para expressar como ele se sentiu e arrancou gargalhadas de todos os presentes. Era hora de os dois dividirem as vozes na ‘Why?’, um clássico composto por Andi em 1994. Andi inclusive brincou que compôs ela pensando na voz do Michael.

Viriam agora dois clássicos da fase Deris, a primeira foi ‘Sole Survivor’, outra música do álbum “Master Of The Rings”, apresentada, erroneamente, por Andi como uma música do álbum ”The Time Of The Oath. Em seguida, Andi brincou sobre a segunda ser uma das músicas que os fãs brasileiros mais gostam e fazem uma grande festa quando a banda toca ela. Então a banda começou a tocar ‘Power’, que quase fez com que os fãs levassem o Espaço das Américas abaixo. 

E se a turnê conta com três vocalistas, era hora deles dividirem os vocais em alguma música. A escolhida foi ‘How Many Tears’, que segundo Andi, foi a primeira música que ele ouviu da banda e se imaginava cantando ela. Foi um momento de completa alegria de todos, com os vocalistas se revezando e contando com um quarto vocalista, os fãs, que cantaram tão alto quanto os vocalistas.

Era hora de uma pausa e, então, a banda de despedia por alguns minutos. Ao retornarem, um dos momentos mais esperados. Ouvir Michael Kiske cantar a clássica ‘Eagle Fly Free’, que para muitos é um hino do estilo criado pela banda nos anos 80. Durante a turnê, tem sido a primeira vez que Kiske está cantando a música desde a sua saída do Helloween.


Se o show já estava sendo algo épico, não poderia faltar uma das músicas mais épicas da história da banda. Foi anunciada a faixa ‘Keeper Of The Seven Keys’, que foi cantada por Michael e Andi, e se a música já é longa e épica, ela se tornou ainda mais longa e tomou contornos ainda mais épicos. Ao final da música, o guitarrista Sascha Gerstner, que tem ganhado cada vez mais espaço nas composições, participações nas decisões da banda e até cantando durante os shows, puxou o coro para o encerramento que contou com uma despedida especial para cada músico presente no palco até o momento em que ficou somente Sascha, que conduziu perfeitamente o público até a sua saída do palco.

Outra pausa, outra volta memorável. Após todo saírem do palco por mais alguns minutos, Kai Hansen retornou e fez um breve solo de guitarra que introduziu talvez o maior clássico que ele já compôs, ‘Future World’.

Para encerrar a noite, uma grande fez ao som de ‘I Want Out’ e uma chuva de papel picado com balões gigantes que tomaram conta da pista. Durante a apresentação da música, Michael e Andi brincaram bastante com o público, puxando coros e fazendo todos cantarem o refrão. Durante as brincadeiras, Kiske aproveitou que a banda estava tocando um ritmo de reggae e cantou um trecho de 'White Men Do No Reggae', da banda Pink Cream 69, ex-banda do vocalista Andi Deris.

E foi assim, um dos maiores e mais marcantes shows que o Helloween já fez no Brasil e em toda a sua história. Foi emocionante, intenso e um sonho realizado para muitos e, apesar dos problemas técnicos, vai ser difícil ter um show que supere o que se viu no palco do Espaço das Américas na noite de sábado (28).



01. Halloween (Kiske/Deris)
02. Dr. Stein (Kiske/Deris)
03. I'm Alive (Kiske)
04. If I Could Fly (Deris)
05. Are You Metal? (Deris)
06. Rise And Fall (Kiske)
07. Waiting For The Thunder (Deris)
08. Perfect Gentleman (Kiske/Deris)
09. Kai Medley: Starlight / Ride The Sky / Judas / Heavy Metal Is The Law (Hansen)
10. Forever And One (Kiske/Deris)
11. A Tale That Wasn't Right (Kiske/Deris)
12. I Can (Deris)
13. Dani Löble - Drum Solo
14. Livin' Ain't No Crime / A Little Time (Kiske)
15. Why? (Kiske & Deris)
16. Sole Survivor (Deris)
17. Power (Deris)
18. How Many Tears (Kiske/Deris/Hansen)
- BIS I:
19. Invitation
20. Eagle Fly Free (Kiske & Sascha)
21. Keeper of the Seven Keys (Kiske & Deris)
- BIS II:
22. Future World (Kiske)
23. I Want Out (Kiske & Deris)
























CLIQUE NAS FOTOS PARA AMPLIAS
FOTOS POR: Nicollas Eichstaedt Loos e Internet












































Após quatro shows, sendo dois no México, um na Costa Rica e outro na Colômbia, o Helloween já está a caminho do Brasil, onde a banda se apresenta nos dias 28 e 29 em São Paulo e no dia 31, no Halloween, em Porto Alegre.

O guitarrista Sascha Gerstner publicou, em sua conta oficial na rede social Instagram, uma Storie com a banda já no avião, pronta para vir ao Brasil.


Os ingressos para as duas apresentações em São Paulo já estão esgotadas, mas você ainda pode encontrar ingressos para o show em Porto Alegre. Saiba mais clicando AQUI.